(1)
QUESTÃO 28
Epidemia de uma doença ou agravo é:
a) aparecimento inusitado de doença rara e de notificação compulsória em relação
à freqüência esperada.
b) elevação do número de casos em determinado lugar e período de tempo em
relação à freqüência esperada.
c) manutenção cotidiana do número de casos em determinado lugar e longo
período de tempo na freqüência esperada.
d) aparecimento de casos seqüenciais em uma rota de transmissão facilmente
identificada dentro da freqüência esperada.
Fonte:http://www.betim.mg.gov.br/prefeitura_de_betim/superintendencias/recursos_humanos/concursos/provas/46%20epidemiologo.PDF
(2)
QUESTÃO 36
Caso alóctone de uma doença é:
a) caso oriundo do mesmo local onde ocorreu a doença.
b) caso importado de uma outra localidade onde ocorreu a doença.
c) caso assintomático oriundo do mesmo local onde ocorreu a doença.
d) caso de doença grave não importando o local onde ocorreu a doença.
Fonte::http://www.betim.mg.gov.br/prefeitura_de_betim/superintendencias/recursos_humanos/concursos/provas/46%20epidemiologo.PDF
(3)
26) A elevação do número de casos de uma doença ou agravo, em determinado lugar e
período de tempo, caracterizando de forma clara um excesso em relação à frequência
esperada, denomina-se:
a) Surto
b) Epidemia
c) Endemia
d) Epizootia
e) Endemia
Fonte:http://www.unaerp.br/documentos/1420-prova-acesso-direto/file
(4)
21. Para o planejamento de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos
problemas de saúde da população assistida. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente
observáveis, foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam “medir” os aspectos normalmente
não percebidos. Um dos indicadores é o de morbidade, que se refere ao comportamento das doenças numa
população exposta ao adoecimento. É relevante destacar que os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia
estão relacionados à morbidade. Sobre estes termos, associe a 2ª coluna de acordo com a 1ª:
(1) Surto
(2) Endemia
(3) Epidemia
(4) Pandemia
( ) É o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado
e não delimitado a uma região.
( ) É o aumento do número de casos de doença acima do esperado, sem respeitar
limites entre países ou continentes.
( ) É o aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como
uma série de casos de rubéola em uma creche ou vários indivíduos com conjuntivite
em um quartel. Também pode ser considerado o aumento do número de casos de
uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma.
( ) É a ocorrência de certo número de casos controlados em determinada região.
A opção CORRETA é:
(A) 4-3-2-1.
(B) 2-4-3-1.
(C) 3-4-1-2.
(D) 2-4-1-3.
(E) 1-4-2-3.
Fonte:http://copese.ufpi.br/subsiteFiles/copesenovo/arquivos/files/tecnico_enfermagem.pdf
(5)
Questão 27: Surto de uma doença é uma:
a) seqüência de casos de uma doença relacionados ou não entre si e delimitados em uma
ampla área geográfica.
b) ocorrência epidêmica em que todos os casos estão relacionados entre si, atingindo
geralmente uma área pequena e delimitada.
c) pandemia de uma determinada doença em que os casos ocorrem de forma seqüencial em
uma rota de transmissão facilmente identificada.
d) prevalência epidêmica em que todos os casos ocorreram num intervalo de tempo não
superior a um ano, podendo ou não estar relacionados entre si.
Fonte:http://siga.ufjf.br/index.php?module=concurso&action=html:files:resmed2009:AcessoDireto.pdf
(6)
85) Assinale a alternativa que completa o conceito corretamente.
Epidemia (lato sensu) é a ocorrência de doença ou agravo em grande número de
pessoas ao mesmo tempo. Endemia é a ocorrência coletiva de determinada doença
que, no decorrer de um
a) período isolado e determinado, avança progressivamente, dizimando populações
de determinada área geográfica e declinando ao longo do tempo ou pela
intervenção terapêutica humana.
b) curto período histórico, acomete sistematicamente populações em determinado
espaço em dado momento específico, com prevalência dependente de variações
sazonais.
c) tempo específico e delimitado, incide em populações, independente da delimitação
geográfica, habitualmente presente entre os membros de determinado grupo.
d) período indeterminado, assalta de forma intensa um grupo populacional definido,
com incidência independente das variações sazonais e que apresenta
consequências de grandes repercussões.
e) largo período histórico, acomete sistematicamente grupos humanos
distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, mantendo sua
incidência constante, permitidas variações sazonais.
Fonte: http://www.residenciamedica.com.br/wp-content/uploads/2014/12/PROVA_GERAL.pdf
Exercícios de Epidemiologia voltados para graduação e pós-graduação em cursos de Medicina e outros da área de saúde. A ênfase é em exercícios resolvidos.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
sábado, 20 de dezembro de 2014
Mortalidade e Idade: porque as TBM são maiores em populações mais velhas?
A idade é a
característica mais importante quando se pensa no mecanismo que rege a mortalidade. Assim, antes de comparar a experiência de mortalidade de duas populações distintas,
deve-se levar em consideração diferenças na estrutura
etária, ou seja como a população é distribuída nas diferentes idades.
Morton, em seu livro sobre Epidemiologia, descreve que, em 1981, a TBM da Flórida, Estados Unidos, foi de 10,9 óbitos por mil ao passo que,
no Alasca, foi de 4,4 óbitos por mil. A diferença de 6,0 óbitos a cada mil habitantes entre as duas taxas é
explicada pela população envelhecida da Flórida, em relação à população jovem
do Alasca. A comparação da mortalidade entre a Flórida e o Alasca é confundida
(afetada) pela estrutura etária das duas populações.
--Taxas Específicas de
Mortalidade por Idade.
Dado o profundo efeito da
idade na mortalidade, torna-se necessário construir taxas de mortalidade para
cada grupo etário e utilizar essas taxas para comparação dos riscos de morte. Mais um exemplo proposto por Morton: TBM e as taxas específicas de mortalidade por
idade da cidade de Baltimore em 1972. Observa-se um paradoxo. Os brancos em
Baltimore experimentam maior TBM do que os negros – 15,2 e 9,8 óbitos por mil,
respectivamente. Por outro lado, os negros experimentam taxas específicas por
idade maiores em todos os grupos etários. O que explica essa contradição? A
distribuição etária é a resposta. A população de Baltimore é composta por
brancos velhos e negros jovens!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Medidas de mortalidade: Taxa Bruta de Mortalidade.
Números de mortos e taxas de mortalidade tem sido usadas por séculos para mensurar (indiretamente) a carga das doenças nas populações e comparar impactos das doenças. Isso porque a doença está muito associada à morte. A Taxa Bruta de Mortalidade (TBM) ou Coeficiente de Mortalidade Geral (CMG) indica o número de óbitos em uma localidade por mil pessoas (usualmente se utiliza a população no meio do ano como uma estimativa do número de pessoas expostas em todo o ano, pela impossibilidade de contar o tempo de exposição de cada pessoa).
Observe a evolução da TBM no Brasil:
http://brasilemsintese.ibge.gov.br/populacao/taxas-brutas-de-mortalidadehttp://brasilemsintese.ibge.gov.br/populacao/taxas-brutas-de-mortalidade
Populações mais velhas, usualmente, tem TBMs maiores do que populações com populações mais jovens. Isso ocorre porque em populações mais velhas, mesmo se o sistema de saúde e a qualidade de vida forem favoráveis, morre-se necessariamente mais rapidamente a cada unidade de tempo.
Populações mais velhas, usualmente, tem TBMs maiores do que populações com populações mais jovens. Isso ocorre porque em populações mais velhas, mesmo se o sistema de saúde e a qualidade de vida forem favoráveis, morre-se necessariamente mais rapidamente a cada unidade de tempo.
Por isso, a TBM não é adequada para se comparar níveis de mortalidade entre os países, ou seja, não podemos comparar riscos de mortalidade em cada idade com a TBM.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Um (1) exercício resolvido sobre prevalência: o que aumenta a prevalência de uma doença?
Questão com base em http://www.misodor.com/SIM4.html
Que fator, dentre dos propostos abaixo, aumenta a prevalência de qualquer doença?
a) diminuição da incidência
b) diminuição da letalidade
c) aumento do sucesso terapêutico
d) redução da expectativa de vida dos pacientes
e) emigração dos doentes
Comentário
Sabemos que a prevalência corresponde ao número de casos novos e antigos de uma determinada doença, pensando apenas no numerador (número e casos existentes).
As opções que poderiam aumentar a prevalência são: qualquer tratamento que aumente a sobrevida de pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial (aumento dos casos antigos, em tratamento que são vistos em cada momento do tempo - eles deixam de morrer); aumento da incidência (numerador da taxa de incidência, correspondendo ao aumento dos casos novos); insucesso terapêutico (mais pacientes doentes que não ficariam curados e permaneceriam doentes); imigração de pacientes doentes; aumento da expectativa de vida dos doentes (ou seja, o tempo de vida esperado dos doentes); diminuição da letalidade (menos morte pela doença, mais doentes vivos, ou seja, menos capacidade da doença de levar ao óbito).
Com exceção da letra B, todas as outras afirmativas diminuem a prevalência. RESPOSTA B
a) diminuição da incidência
b) diminuição da letalidade
c) aumento do sucesso terapêutico
d) redução da expectativa de vida dos pacientes
e) emigração dos doentes
Comentário
Sabemos que a prevalência corresponde ao número de casos novos e antigos de uma determinada doença, pensando apenas no numerador (número e casos existentes).
As opções que poderiam aumentar a prevalência são: qualquer tratamento que aumente a sobrevida de pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial (aumento dos casos antigos, em tratamento que são vistos em cada momento do tempo - eles deixam de morrer); aumento da incidência (numerador da taxa de incidência, correspondendo ao aumento dos casos novos); insucesso terapêutico (mais pacientes doentes que não ficariam curados e permaneceriam doentes); imigração de pacientes doentes; aumento da expectativa de vida dos doentes (ou seja, o tempo de vida esperado dos doentes); diminuição da letalidade (menos morte pela doença, mais doentes vivos, ou seja, menos capacidade da doença de levar ao óbito).
Com exceção da letra B, todas as outras afirmativas diminuem a prevalência. RESPOSTA B
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Três (3) questões abordando prevalência pontual e prevalência de período
Questões:
(1) Em um prédio de moradia estudantil, em 01/01/2010 havia 400 estudantes. Em uma pesquisa realizada na data mencionada, observou-se que 20 estudantes estavam doentes por influenza. Qual a medida pertinente para mensurar a magnitude deste evento?
Resposta: A prevalência pontual é a mais adequada. Faz-se o cálculo: (20 casos/400 estudantes) = 5 casos por 100 estudantes (5%).
(2) Nesse mesmo prédio, os mesmos estudantes ali permaneceram por todo o ano. Em 31/12/2010, havia 1 pessoa com influenza. Ao longo do ano houve 20 novos casos. Pergunta-se: qual a prevalência de período no ano de 2010?
Resposta: A prevalência de período equivale aos 20 casos do início do ano além dos 20 casos novos ao longo do ano (40/400) = 40/400 = 10 casos por 100 pessoas (10%)
(2.1) Pergunta-se: qual a prevalência pontual em 31/12/2010?
Resposta: 1/400 = 0,25%
Fonte: exercício formulado com base em: http://www.iesc.ufrj.br/cursos/epigrad/int_epidemio/Alunos/2.Medidas_FrequenciaI_2011_2p.pdf
(3) Uma fábrica de cerâmica realiza, através do serviço de saúde do trabalhador, um “check-up” dos empregados a cada 5 anos de atuação na empresa. A avaliação dos resultados durante 10 anos de implantação dessa rotina revelou que, dos 500 empregados examinados ao Raio X, 100 tinham lesões suspeitas de silicose. A medida acima se trata de um coeficiente de:
Resposta: letra B
a)incidência. b)prevalência. c)letalidade. d)tendência.
(3.1) A medida é de prevalência pontual ou de período?
Resposta: Prevalência de período ao final de 10 anos.
Fonte: exercício baseado em: http://www.grupoidealbr.com.br/admin/upload_material/questoesepidemio_150414.pdf
(3) Uma fábrica de cerâmica realiza, através do serviço de saúde do trabalhador, um “check-up” dos empregados a cada 5 anos de atuação na empresa. A avaliação dos resultados durante 10 anos de implantação dessa rotina revelou que, dos 500 empregados examinados ao Raio X, 100 tinham lesões suspeitas de silicose. A medida acima se trata de um coeficiente de:
Resposta: letra B
a)incidência. b)prevalência. c)letalidade. d)tendência.
(3.1) A medida é de prevalência pontual ou de período?
Resposta: Prevalência de período ao final de 10 anos.
Fonte: exercício baseado em: http://www.grupoidealbr.com.br/admin/upload_material/questoesepidemio_150414.pdf
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Mais oito (08) exercícios com respostas comentadas: Incidência e Prevalência
Questões 1 a 3
Em um povoado de 500 habitantes houve uma epidemia de dengue. A investigação epidemiológica relatou a ocorrência de 200 casos sintomáticos e 140 pessoas que não estavam ou estiveram doentes, mas apresentaram títulos elevados de anticorpos específicos e ainda 160 indivíduos não infectados. Responda às questões:
(1) a incidência da infecção foi:
a) 28%
b) 32%
c) 40%
d) 68%
e) N.R.A
Resposta
efetue da seguinte forma: (200+140) são todos com infecção; 500 são todos os expostos; 340/500 = 0,68
Resposta
efetue da seguinte forma: (200+140) são todos com infecção; 500 são todos os expostos; 340/500 = 0,68
(2) a incidência da doença foi:
a) 28%
b) 32%
c) 40%
d) 68%
e) N.R.A
Resposta
Resposta
dentre aqueles com infecção (200+140), 200 têm sinais e sintomas; 500 são todos os expostos; 200/500 = 0,40
(3) Entre os infectados a participação dos assintomáticos foi:
a) 28,0%
b) 41,2%
c) 70,0%
d) 87,5
e) N.R.A
Resposta
Resposta
estamos efetuando o cálculo de uma proporção. Dos infectados (340), há 140 assintomáticos. 140/340 = 0,412 (41,2%)
(4) A prevalência de uma doença pode ser aproximadamente igual à:
a) soma das taxas de incidência anual da doença
b) incidência acumulada da doença menos a mortalidade do último ano
c) incidência anual da doença dividida pela duração média da doença
d) incidência anual da doença multiplicada pela duração média da doença
e) incidência anual da doença no último ano menos as mortes e os casos curados no ano corrente
Resposta
(4) A prevalência de uma doença pode ser aproximadamente igual à:
a) soma das taxas de incidência anual da doença
b) incidência acumulada da doença menos a mortalidade do último ano
c) incidência anual da doença dividida pela duração média da doença
d) incidência anual da doença multiplicada pela duração média da doença
e) incidência anual da doença no último ano menos as mortes e os casos curados no ano corrente
Resposta
resumidamente: a letra a) está errada porque exclui casos dos anos anteriores que estão vivos; a letra b) não inclui casos dos anos anteriores que estão vivos; a letra c) é incorreta porque d) é a correta; e) exclui casos curados.
(5) As linhas pontilhadas são linhas de vida. Os tempos estão marcados em ti, onde i varia de 0 a 5 e é medido em anos. Para os 3 indivíduos na sequência, qual o tempo vivido por todos eles a partir de t0 (+ corresponde ao óbito e * corresponde ao final de um ano)? Calcule ainda o tempo médio vivido pelos 3 indivíduos.
-------------+
---------------------------+
------+
------*------*------*------*
t0 t1 t2 t3 t4
Resposta
Resposta
(5) As linhas pontilhadas são linhas de vida. Os tempos estão marcados em ti, onde i varia de 0 a 5 e é medido em anos. Para os 3 indivíduos na sequência, qual o tempo vivido por todos eles a partir de t0 (+ corresponde ao óbito e * corresponde ao final de um ano)? Calcule ainda o tempo médio vivido pelos 3 indivíduos.
-------------+
---------------------------+
------+
------*------*------*------*
t0 t1 t2 t3 t4
Resposta
O primeiro indivíduo viveu 2 anos. O segundo viveu 4 anos. O terceiro viveu um ano. Ao todo, os três indivíduos viveram em seu conjunto, (2+4+1) anos, perfazendo um total de 7 anos, ou seja, a média foi igual a 2,33 anos (7/3). Podemos dizer ,também, que houve um total de 7 anos vividos em 4 anos de exposição.
(6) Com dados do exercício anterior, calcule a incidência acumulada de óbitos em 4 anos e a densidade de incidência de óbitos no mesmo período.Resposta
Incidência acumulada em 4 anos: 3/3=100% (é intuitivo: todos morreram)
Densidade de incidência: 3 óbitos e 7 pessoas anos em 4 anos, equivalendo, em um ano, em média a 0,42 óbito por pessoa ano (3 óbitos/7 pessoas-anos).
(7) Em uma área, foram notificados cerca de 120 casos novos de tuberculose, em 2010. Outras 1200 pessoas estavam em tratamento e, ao longo do mesmo ano, foram
observadas 50 curas e 30 óbitos relacionados ao problema. Considerando esses dados, é correto afirmar que
(A) a incidência da tuberculose, ao final do ano de 2010, foi de cerca de 1320 casos.
(B) a prevalência pontual da tuberculose, ao final do ano de 2010, foi de cerca de 1320 casos.
(C) a letalidade da tuberculose foi de 1200 casos, em um período anterior a 2010.
(D) a prevalência pontual da tuberculose, no final de 2010, era de 1240 casos.
(E) a prevalência da tuberculose não sofreu alteração ao longo do ano.
Resposta
Densidade de incidência: 3 óbitos e 7 pessoas anos em 4 anos, equivalendo, em um ano, em média a 0,42 óbito por pessoa ano (3 óbitos/7 pessoas-anos).
(7) Em uma área, foram notificados cerca de 120 casos novos de tuberculose, em 2010. Outras 1200 pessoas estavam em tratamento e, ao longo do mesmo ano, foram
observadas 50 curas e 30 óbitos relacionados ao problema. Considerando esses dados, é correto afirmar que
(A) a incidência da tuberculose, ao final do ano de 2010, foi de cerca de 1320 casos.
(B) a prevalência pontual da tuberculose, ao final do ano de 2010, foi de cerca de 1320 casos.
(C) a letalidade da tuberculose foi de 1200 casos, em um período anterior a 2010.
(D) a prevalência pontual da tuberculose, no final de 2010, era de 1240 casos.
(E) a prevalência da tuberculose não sofreu alteração ao longo do ano.
Resposta
120+1200-(50+30) = 1240. A prevalência é o estoque + incidência - óbitos - curas. Basta lembrar do que aumenta a prevalência.
Fonte:https://site.pciconcursos.com.br/provas/17580475/80d523354a29/enfermeiro_epidemiologista.pdf
(8) Em epidemiologia clínica, o indicador de saúde que nos permite conhecer a relação entre o número de casos de uma determinada doença, novos e já existentes, e a população exposta a adoecer, denomina-se coeficiente de:
(A) Incidência.
(B) Letalidade.
(C) Morbidade.
(D) Mortalidade.
(E) Expectativa de vida.
Resposta
Fonte:https://site.pciconcursos.com.br/provas/17580475/80d523354a29/enfermeiro_epidemiologista.pdf
(8) Em epidemiologia clínica, o indicador de saúde que nos permite conhecer a relação entre o número de casos de uma determinada doença, novos e já existentes, e a população exposta a adoecer, denomina-se coeficiente de:
(A) Incidência.
(B) Letalidade.
(C) Morbidade.
(D) Mortalidade.
(E) Expectativa de vida.
Resposta
A melhor seria prevalência. Como não está constando, a claramente não incorreta é morbidade. Fonte:http://rotadosconcursos.com.br/questoes-de-concursos/vigilancia-sanitaria-politica-de-saude-servico-unico-de-saude-sus-vigilancia-epidemiologica/730949
Dezessete (17) questões com soluções sobre incidência e prevalência
(1) A taxa de incidência e a taxa de prevalência são representadas por: um numerador x, um denominador y, multiplicado por 10n, para um período de tempo específico. A diferença fundamental entre as duas taxas está:
A) em x
B) em y.
C) em 10n.
D) no período de tempo específico.
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia
(2) O exame clínico inicial de uma população de uma cidade de porte médio de Minas Gerais detectou hipertensão arterial em 5/1.000 homens entre 30 - 35 anos e 10/1.000 mulheres, também entre 30 - 35 anos. A inferência de que mulheres têm risco de hipertensão duas vezes mais elevado que homens nessa faixa etária é:
A) correta.
B) incorreta, porque o efeito de coorte da idade não foi considerado.
C) incorreta, porque não é possível distinguir entre incidência e prevalência.
D) incorreta, porque não existem informações com relação ao grupo controle ou de comparação.
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia /
Comentário: a detecção é de uma doença (hipertensão) pré-existente, não sendo, então, um caso novo no período específico. não se pode inferir risco, pois não se trata de incidência e sim de prevalência.
(3) Considerando os níveis de hipertensão arterial primária em um determinado município de Mato Grosso, qual dos indicadores abaixo é o mais indicado para a implementação de medidas de controle e tratamento:
a) Incidência
b) Expectativa de vida
c) Prevalência
d) Letalidade
e) Índice de Nelson Moraes.
Fonte:http://www.misodor.com/2005PROVA.html
Comentário: a hipertensão é uma doença crônica, de longa duração. Ademais, seu início pode ser de data incerta para o médico e para o paciente (dificuldade de identificar incidência no tempo certo).
(4) Marque V para os itens que constituem exemplos de coeficientes de prevalência e F para os que não constituem.
( ) Número de episódios de amigdalite de um indivíduo por ano.
( ) Número de casos novos de câncer de fígado por ano para cada 100.000 habitantes.
( ) Número de casos de diabetes em um município.
( ) Número total de esclerose múltipla por 100.000 habitantes por ano.
Assinale a sequência correta.
[A] F, F, V, V
[B] V, F, F, V
[C] F, V, F, F
[D] V, V, F, F
[E] F, F, F, V
Fonte: http://www.misodor.com/REVAL2010.php
Comentário: acho que falta no terceiro item a palavra novos: casos novos de diabetes. Sem o 'novos' fica confuso. De todo modo, não houve anulação da questão.
(5) Em um hospital, o enfermeiro, ao analisar a frequência de ocorrência de novos acidentes de trabalho em um ano, está considerando uma medida epidemiológica de
A) prevalência
B) incidência
C) razão
D) risco
E) padronização
Fonte:/2014/Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca/Enfermeiro/
Comentário: a palavra 'novos' é muito sugestiva de incidência.
(6) Um estudo que pretende seguir um grupo de 100 pessoas por 1 ano, no início da pesquisa, identifica que 10 pessoas tem hipertensão arterial sistêmica (HAS). Ao final de 1 ano de seguimento, 9 pessoas desenvolvem HAS. Qual a prevalência pontual no início do estudo? Qual a incidência acumulada?
Resposta: a prevalência pontual é 10/100. Como a HAS não tem cura, a incidência acumulada é 9/(100-10). Repare que os resultados são iguais, mas os conceitos são diferentes.
Fonte: http://www.minsaude.gov.cv/index.php/sua-saude/hipertensao-arterial
(7) Certo ou errado? Uma forma correta para se analisar o impacto da hipertensão arterial em uma comunidade seria calcular o coeficiente de incidência da doença, o coeficiente de mortalidade por causas consequentes a hipertensão e o coeficiente de prevalência de sequelas cerebrovasculares típicas da evolução dessa patologia.
C) Certo
E) Errado
Fonte: CESPE / 2011 / Secretaria de Estado da Saúde / Médico - Área Epidemiologista /
Comentário: a incidência da hipertensão é muito mais difícil de se determinar do que a prevalência, por ser uma doença crônica de desenvolvimento lento; os demais coeficientes não fazem muito sentido pois é preciso esperar a doença progredir para que se conheça as magnitudes das medidas propostas. É muito mais fácil conhecer a prevalência da hipertensão arterial na população para saber seu impacto na população e planejar os cuidados necessários àquela população
(8) Certo ou errado? O coeficiente de incidência de dengue no Brasil, 2002, foi 398/100.000. Assim, em 100.000 residentes no Brasil, 398 tiveram risco de adoecer de dengue no ano de 2002.
C) Certo
E) Errado
Fonte: Baseado em CESPE / 2011 / Secretaria de Estado da Saúde / Médico - Área Epidemiologista
Comentário: questão simples e direta sobre interpretação da incidência. Incidência é a medida do risco.
(9) Se o número de casos incidentes de uma doença foi de 8 em 8 anos de estudo, e trata-se de uma coorte fechada de 3000 pessoas e todos os casos ocorreram quando o estudo fez aniversário de quatro anos, ao final de oito anos (não houve óbitos no período do estudo), qual a taxa de incidência da doença ao ano? Supondo que a doença é crônica e não tem cura, qual a prevalência ao final do estudo? Resposta:
Taxa de incidência:
Cálculo de pessoas tempo de exposição: ( 3000 X 8 )
Numerador ao longo de oito anos: 8 casos
Taxa de incidência = 8/(240000) = 8/24000 = 0,33 caso por 1000 pessoas-anos de exposição
Prevalência:
8/3000 = 0,27%
(10) Se o Bairro 'Maria da Paz' e o bairro 'Maria da Fé' tem respectivamente, 34 e 200 casos novos de uma doença e, respectivamente, a população exposta no início de cada ano era de 50000 e 294118 pessoas, qual a taxa de incidência acumulada em cada bairro? Qual a maior taxa de incidência? Sabe-se que não houve imigração ou emigração no período.
Resposta:
Taxa de incidência acumulada em 'Maria da Paz': 34/50000=0,00068 caso ao ano; 6,8 casos ao ano por 10.000 pessoas.
Densidade de Incidência = 473/1.500.000 = 0,000315 ou 3/10.000 hab/ano.
Questões 13 a 15
(13) a incidência da infecção foi:
(14) a incidência da doença foi:
(15) Entre os infectados a participação dos assintomáticos foi:
(16) Se uma população tem 10.000 habitantes (que correspondem aos indivíduos em risco para uma dada doença) e, sabendo que o número de pessoas que tem a doença é de 500, a prevalência pontual em qualquer momento do ano é de 5%.Qual a prevalência em cinco anos se a população se mantiver estável e o número de casos em cinco anos for 1.000?
(17) Com o controle adequado da glicemia dos diabéticos, a prevalência da doença:
c) aumenta
B) em y.
C) em 10n.
D) no período de tempo específico.
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia
(2) O exame clínico inicial de uma população de uma cidade de porte médio de Minas Gerais detectou hipertensão arterial em 5/1.000 homens entre 30 - 35 anos e 10/1.000 mulheres, também entre 30 - 35 anos. A inferência de que mulheres têm risco de hipertensão duas vezes mais elevado que homens nessa faixa etária é:
A) correta.
B) incorreta, porque o efeito de coorte da idade não foi considerado.
C) incorreta, porque não é possível distinguir entre incidência e prevalência.
D) incorreta, porque não existem informações com relação ao grupo controle ou de comparação.
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia /
Comentário: a detecção é de uma doença (hipertensão) pré-existente, não sendo, então, um caso novo no período específico. não se pode inferir risco, pois não se trata de incidência e sim de prevalência.
a) Incidência
b) Expectativa de vida
c) Prevalência
d) Letalidade
e) Índice de Nelson Moraes.
Fonte:http://www.misodor.com/2005PROVA.html
Comentário: a hipertensão é uma doença crônica, de longa duração. Ademais, seu início pode ser de data incerta para o médico e para o paciente (dificuldade de identificar incidência no tempo certo).
(4) Marque V para os itens que constituem exemplos de coeficientes de prevalência e F para os que não constituem.
( ) Número de episódios de amigdalite de um indivíduo por ano.
( ) Número de casos novos de câncer de fígado por ano para cada 100.000 habitantes.
( ) Número de casos de diabetes em um município.
( ) Número total de esclerose múltipla por 100.000 habitantes por ano.
Assinale a sequência correta.
[A] F, F, V, V
[B] V, F, F, V
[C] F, V, F, F
[D] V, V, F, F
[E] F, F, F, V
Fonte: http://www.misodor.com/REVAL2010.php
Comentário: acho que falta no terceiro item a palavra novos: casos novos de diabetes. Sem o 'novos' fica confuso. De todo modo, não houve anulação da questão.
(5) Em um hospital, o enfermeiro, ao analisar a frequência de ocorrência de novos acidentes de trabalho em um ano, está considerando uma medida epidemiológica de
A) prevalência
B) incidência
C) razão
D) risco
E) padronização
Fonte:/2014/Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca/Enfermeiro/
Comentário: a palavra 'novos' é muito sugestiva de incidência.
(6) Um estudo que pretende seguir um grupo de 100 pessoas por 1 ano, no início da pesquisa, identifica que 10 pessoas tem hipertensão arterial sistêmica (HAS). Ao final de 1 ano de seguimento, 9 pessoas desenvolvem HAS. Qual a prevalência pontual no início do estudo? Qual a incidência acumulada?
Resposta: a prevalência pontual é 10/100. Como a HAS não tem cura, a incidência acumulada é 9/(100-10). Repare que os resultados são iguais, mas os conceitos são diferentes.
Fonte: http://www.minsaude.gov.cv/index.php/sua-saude/hipertensao-arterial
(7) Certo ou errado? Uma forma correta para se analisar o impacto da hipertensão arterial em uma comunidade seria calcular o coeficiente de incidência da doença, o coeficiente de mortalidade por causas consequentes a hipertensão e o coeficiente de prevalência de sequelas cerebrovasculares típicas da evolução dessa patologia.
C) Certo
E) Errado
Fonte: CESPE / 2011 / Secretaria de Estado da Saúde / Médico - Área Epidemiologista /
Comentário: a incidência da hipertensão é muito mais difícil de se determinar do que a prevalência, por ser uma doença crônica de desenvolvimento lento; os demais coeficientes não fazem muito sentido pois é preciso esperar a doença progredir para que se conheça as magnitudes das medidas propostas. É muito mais fácil conhecer a prevalência da hipertensão arterial na população para saber seu impacto na população e planejar os cuidados necessários àquela população
(8) Certo ou errado? O coeficiente de incidência de dengue no Brasil, 2002, foi 398/100.000. Assim, em 100.000 residentes no Brasil, 398 tiveram risco de adoecer de dengue no ano de 2002.
C) Certo
E) Errado
Fonte: Baseado em CESPE / 2011 / Secretaria de Estado da Saúde / Médico - Área Epidemiologista
Comentário: questão simples e direta sobre interpretação da incidência. Incidência é a medida do risco.
(9) Se o número de casos incidentes de uma doença foi de 8 em 8 anos de estudo, e trata-se de uma coorte fechada de 3000 pessoas e todos os casos ocorreram quando o estudo fez aniversário de quatro anos, ao final de oito anos (não houve óbitos no período do estudo), qual a taxa de incidência da doença ao ano? Supondo que a doença é crônica e não tem cura, qual a prevalência ao final do estudo? Resposta:
Taxa de incidência:
Cálculo de pessoas tempo de exposição: ( 3000 X 8 )
Numerador ao longo de oito anos: 8 casos
Taxa de incidência = 8/(240000) = 8/24000 = 0,33 caso por 1000 pessoas-anos de exposição
Prevalência:
8/3000 = 0,27%
(10) Se o Bairro 'Maria da Paz' e o bairro 'Maria da Fé' tem respectivamente, 34 e 200 casos novos de uma doença e, respectivamente, a população exposta no início de cada ano era de 50000 e 294118 pessoas, qual a taxa de incidência acumulada em cada bairro? Qual a maior taxa de incidência? Sabe-se que não houve imigração ou emigração no período.
Resposta:
Taxa de incidência acumulada em 'Maria da Paz': 34/50000=0,00068 caso ao ano; 6,8 casos ao ano por 10.000 pessoas.
Taxa de incidência acumulada em 'Maria da Fé': 200/294118=0,00068 caso ao ano; 6,8 casos ao ano por 10.000 pessoas.
As taxas de incidência foram iguais.
Baseado: https://www.passeidireto.com/arquivo/3595171/exercicio-de-morbidade-com-gabarito
(11) Em 01/07/1980 havia 2000 casos de tuberculose em tratamento no município de Boa Sorte. Se, na data, a população era de 1.176.935 habitantes, calcule a medida apropriada e cite qual a medida calculada.
Resposta:
Trata-se da medida de prevalência pontual, pois estamos calculando para o ano de 1980 (veja que a população é do meio do ano - estimativa do número de pessoas-anos para 1980, então) estamos com casos novos e antigos e não sabemos se todos os casos são de 1980. A medida é a seguinte: 2000/1.176.935 = 0,000169 caso prevalente por habitante-ano, ou seja, em Boa Sorte houve 1,69 caso prevalente por 1000 habitantes-ano, medido para 01/07/1980.
As taxas de incidência foram iguais.
Baseado: https://www.passeidireto.com/arquivo/3595171/exercicio-de-morbidade-com-gabarito
(11) Em 01/07/1980 havia 2000 casos de tuberculose em tratamento no município de Boa Sorte. Se, na data, a população era de 1.176.935 habitantes, calcule a medida apropriada e cite qual a medida calculada.
Resposta:
Trata-se da medida de prevalência pontual, pois estamos calculando para o ano de 1980 (veja que a população é do meio do ano - estimativa do número de pessoas-anos para 1980, então) estamos com casos novos e antigos e não sabemos se todos os casos são de 1980. A medida é a seguinte: 2000/1.176.935 = 0,000169 caso prevalente por habitante-ano, ou seja, em Boa Sorte houve 1,69 caso prevalente por 1000 habitantes-ano, medido para 01/07/1980.
(12) No ano de 1992, foram detectados 473 casos novos de hanseníase nos serviços de saúde do Distrito Federal. No final daquele ano, um total de 2.563 estava em tratamento, incluindo os mais antigos e os casos novos do ano. Se a população for de 1,5 milhão de habitantes em 01/07/1992, calcule as medidas pertinentes.
Resposta:Densidade de Incidência = 473/1.500.000 = 0,000315 ou 3/10.000 hab/ano.
Prevalência = 2.563/1.500.000 = 0,0017 ou 1,7/ 1.000 hab/ano
Questões 13 a 15
Em um povoado de 500 habitantes houve uma epidemia de dengue. A investigação epidemiológica relatou a ocorrência de 200 casos sintomáticos e 140 pessoas que não estavam ou estiveram doentes, mas apresentaram títulos elevados de anticorpos específicos e ainda 160 indivíduos não infectados. Responda às questões:
(13) a incidência da infecção foi:
a) 28%
b) 32%
c) 40%
d) 68%
e) N.R.A
(14) a incidência da doença foi:
a) 28%
b) 32%
c) 40%
d) 68%
e) N.R.A
(15) Entre os infectados a participação dos assintomáticos foi:
a) 28,0%
b) 41,2%
c) 70,0%
d) 87,5
e) N.R.A
(16) Se uma população tem 10.000 habitantes (que correspondem aos indivíduos em risco para uma dada doença) e, sabendo que o número de pessoas que tem a doença é de 500, a prevalência pontual em qualquer momento do ano é de 5%.Qual a prevalência em cinco anos se a população se mantiver estável e o número de casos em cinco anos for 1.000?
Resposta:
Se considerarmos que, durante 5 anos, a população em risco se mantém estável nos 10.000 e que o número de casos nesses 5 anos é de 1.000 , então a prevalência a 5 anos é de 10%.
(17) Com o controle adequado da glicemia dos diabéticos, a prevalência da doença:
a) diminui
b) não se modificac) aumenta
d) não pode ser avaliada
e) NDA
Resposta:
A doença não é curada pelo controle da glicemia, mas menos pessoas irão morrer decorrente de complicações do diabetes. A prevalência aumenta
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