Exercícios de Epidemiologia voltados para graduação e pós-graduação em cursos de Medicina e outros da área de saúde. A ênfase é em exercícios resolvidos.
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quarta-feira, 21 de abril de 2021
Indicadores de Saúde (07 questões comentadas de provas de residência 2021)
(1) A mortalidade infantil é um dos maiores indicadores de qualidade de vida nos diversos países. Em que fase da vida tem se conseguido avançar menos na redução da mortalidade infantil no Brasil?
a. Na mortalidade infantil pós neonatal.
b. Na mortalidade infantil neonatal precoce.
c. Na mortalidade infantil neonatal.
d. Em todas as fases igualitariamente.
e. Na mortalidade infantil neonatal tardia.
a. Na mortalidade infantil pós neonatal.
b. Na mortalidade infantil neonatal precoce.
c. Na mortalidade infantil neonatal.
d. Em todas as fases igualitariamente.
e. Na mortalidade infantil neonatal tardia.
Comentário: a mortalidade neonatal precoce é devida a doenças pouco evitáveis do feto e recém nascido (como as malformações congênitas graves), doenças sobre as quais é mais difícil que mudanças sociais e econômicas possam atuar. Esta é uma parte da explicação, mas é suficiente para entender o escopo do problema e responder a questão.
(2) A mortalidade infantil é um dos indicadores mais sensíveis para se mensurar a qualidade de vida de uma nação. Quando medimos a mortalidade infantil pós neonatal, estamos mensurando a morte de criança entre:
a. De sete a 27 dias.
b. De 28 a 364 dias.
c. mortes após 364 dias.
d. De zero a seis dias.
e. De zero a 27 dias.
Fonte: https://unifip.edu.br/arquivos/arquivo-1583029785.pdf
Comentário: Questão conceitual. É preciso conhecer o conceito para responder a pergunta
a. De sete a 27 dias.
b. De 28 a 364 dias.
c. mortes após 364 dias.
d. De zero a seis dias.
e. De zero a 27 dias.
Fonte: https://unifip.edu.br/arquivos/arquivo-1583029785.pdf
Comentário: Questão conceitual. É preciso conhecer o conceito para responder a pergunta
(3) Os indicadores de diferentes naturezas podem determinar diferentes perspectivas em uma sociedade, auxiliando sua compreensão e planejamento. Quando calculamos a razão da quantidade de óbitos de pessoas a partir de 50 anos por todos os óbitos deste local no intervalo de tempo estamos calculando o índice de Swaroop Uemura ou:
a. Taxa de morbidade.
b. Coeficiente de mortalidade proporcional.
c. Taxa de ataque da doença.
d. Coeficiente de mortalidade por doença.
e. Taxa de mortalidade.
Fonte: https://unifip.edu.br/arquivos/arquivo-1583029785.pdf.
Comentário: Basta ler a questão para encontrar a resposta. É uma relação de proporção e não de taxa e todas as opções apresentam taxas, exceto a letra (b)
a. Taxa de morbidade.
b. Coeficiente de mortalidade proporcional.
c. Taxa de ataque da doença.
d. Coeficiente de mortalidade por doença.
e. Taxa de mortalidade.
Fonte: https://unifip.edu.br/arquivos/arquivo-1583029785.pdf.
Comentário: Basta ler a questão para encontrar a resposta. É uma relação de proporção e não de taxa e todas as opções apresentam taxas, exceto a letra (b)
(4) Conforme Boletim Epidemiológico Nº. 184, de 2020, da Secretaria Estatual de Saúde do Rio Grande do Norte-RN (disponível em: https://portalcovid19.saude.rn.gov.br/wpcontent/uploads/2020/04/184-boletim-covid_06_10_20-1-1.pdf ), o RN, até o dia 6 de outubro de 2020, apresentou 71.043 casos confirmados e 2.406 óbitos registrados de Covid -19. A população estimada pelo IBGE para o RN, em 2020, é de 3.534.165 pessoas. Considerando essas informações, em relação à Covid-19, o Rio Grande do norte tem, aproximadamente, uma taxa de
A) mortalidade de 20 por 100.000 habitantes.
B) mortalidade de 3,4 por 100.000 habitantes.
C) letalidade de 0,68%.
D) letalidade de 3,4%.
Fonte: http://comperve.ufrn.br/conteudo/residencias/medica2021/provas/prova_geral.pdf UFRN; Residência Médica 2021; Prova Geral
Comentário: Apresenta o contraste entre os conceitos de mortalidade e letalidade. A letalidade 2406/71043 = 0,0338, cerca de 3,4%. Letra (d), sendo dispensável o cálculo da mortalidade dadas as opções
A) mortalidade de 20 por 100.000 habitantes.
B) mortalidade de 3,4 por 100.000 habitantes.
C) letalidade de 0,68%.
D) letalidade de 3,4%.
Fonte: http://comperve.ufrn.br/conteudo/residencias/medica2021/provas/prova_geral.pdf UFRN; Residência Médica 2021; Prova Geral
Comentário: Apresenta o contraste entre os conceitos de mortalidade e letalidade. A letalidade 2406/71043 = 0,0338, cerca de 3,4%. Letra (d), sendo dispensável o cálculo da mortalidade dadas as opções
(5) A mortalidade infantil pós-neonatal tem forte relação com:
A) Atenção ao parto.
B) Controle de infecção hospitalar.
C) Acompanhamento pré-natal.
D) Falta de saneamento básico.
Fonte: http://hcpf.com.br/ckfinder/userfiles/files/Caderno%20de%20Prova%202019.pdf
Comentário: questão importante que nos ajuda inclusive na questão 1 dessa lista, esclarecendo os pontos associados com a mortalidade neonatal de um modo geral (não apenas a neonatal precoce). Observe o volume de questões sobre mortalidade infantil nesse ano em provas de residência médica.
A) Atenção ao parto.
B) Controle de infecção hospitalar.
C) Acompanhamento pré-natal.
D) Falta de saneamento básico.
Fonte: http://hcpf.com.br/ckfinder/userfiles/files/Caderno%20de%20Prova%202019.pdf
Comentário: questão importante que nos ajuda inclusive na questão 1 dessa lista, esclarecendo os pontos associados com a mortalidade neonatal de um modo geral (não apenas a neonatal precoce). Observe o volume de questões sobre mortalidade infantil nesse ano em provas de residência médica.
(6) A epidemiologia é fundamental para definir estratégias de prevenção e controle em saúde coletiva. Para isso utiliza métodos quantitativos para estudar a ocorrência de doenças nas populações humanas. Nesse sentido, é correto afirmar que:
a) prevalência indica o número de casos novos ocorridos em um certo período de tempo em uma população específica, enquanto incidência refere-se ao número de casos (novos e velhos) encontrados em uma população definida em um determinado ponto no tempo.
b) os indicadores de saúde são expressos em taxas, coeficientes e proporções e tem sido usados com o objetivo de avaliar sob o ponto de vista sanitário, a higidez de agregados humanos. Paradoxalmente, para isso utiliza-se a expressão da ausência de saúde.
c) prevalência é o número de casos antigos divididos pelo total de casos novos de tal doença dividido pelo total de pessoas expostas ao risco (população da área no mesmo período).
d) determinantes de saúde referem-se a aspectos de hábitos pessoais e comportamentais do indivíduo, que estão associados ao aumento da probabilidade de ocorrência de alguma doença.
e) letalidade é um indicador global de saúde, útil para investigar padrão de higidez de uma população.
Fonte: https://www3.uepa.br/seletivo/rmed2021/Resmed2021_boletim_GrupoA.pdf
Comentários: Questões (a) e (c) trazem o conceito incorreto. A letra (d) está errada pois aspectos pessoais são importantes, mas não fazem parte do que agrega o conceito de DSS. A letalidade é relacionada apenas aos doentes, não fala de toda a população. Letra (b) correta.
a) prevalência indica o número de casos novos ocorridos em um certo período de tempo em uma população específica, enquanto incidência refere-se ao número de casos (novos e velhos) encontrados em uma população definida em um determinado ponto no tempo.
b) os indicadores de saúde são expressos em taxas, coeficientes e proporções e tem sido usados com o objetivo de avaliar sob o ponto de vista sanitário, a higidez de agregados humanos. Paradoxalmente, para isso utiliza-se a expressão da ausência de saúde.
c) prevalência é o número de casos antigos divididos pelo total de casos novos de tal doença dividido pelo total de pessoas expostas ao risco (população da área no mesmo período).
d) determinantes de saúde referem-se a aspectos de hábitos pessoais e comportamentais do indivíduo, que estão associados ao aumento da probabilidade de ocorrência de alguma doença.
e) letalidade é um indicador global de saúde, útil para investigar padrão de higidez de uma população.
Fonte: https://www3.uepa.br/seletivo/rmed2021/Resmed2021_boletim_GrupoA.pdf
Comentários: Questões (a) e (c) trazem o conceito incorreto. A letra (d) está errada pois aspectos pessoais são importantes, mas não fazem parte do que agrega o conceito de DSS. A letalidade é relacionada apenas aos doentes, não fala de toda a população. Letra (b) correta.
(7) A probabilidade estimada de indivíduos desenvolverem uma dada doença se refere ao conceito da seguinte medida epidemiológica:
a) Incidência b) Risco atribuível c) Relativo relativo d) Diferença de risco e) Prevalência
Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL DE PIRACICABA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE EDITAL DE SELEÇÃO DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS MÉDICAS http://saude.piracicaba.sp.gov.br/residencia-medica/processo-seletivo/
Comentário: Trata-se de incidência. (b), (c) e (d) são medidas comparativas e estão automaticamente excluídas. A prevalência não é medida de desenvolvimento de uma doença. Letra (a) correta.
a) Incidência b) Risco atribuível c) Relativo relativo d) Diferença de risco e) Prevalência
Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL DE PIRACICABA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE EDITAL DE SELEÇÃO DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS MÉDICAS http://saude.piracicaba.sp.gov.br/residencia-medica/processo-seletivo/
Comentário: Trata-se de incidência. (b), (c) e (d) são medidas comparativas e estão automaticamente excluídas. A prevalência não é medida de desenvolvimento de uma doença. Letra (a) correta.
domingo, 22 de setembro de 2019
terça-feira, 26 de março de 2019
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Vinte (20) exercícios de provas de residência médica e outras recentes (2016 e 2017)
(1) Um gestor do SUS precisa decidir sobre a realização de um exame de
rastreamento para um determinado tipo de câncer, com alta prevalência e elevada
mortalidade na população feminina. Ao analisar metanálises disponíveis sobre o
efeito do rastreamento, qual deles justificaria sua realização:
a. Diminuição da mortalidade.
b. Diagnóstico precoce.
c. Ausência de risco do exame.
d. Baixo custo do exame.
Baseado em: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO – PROVA COMVEST Unicamp PROVA DA TARDE
(2) Em uma pequena comunidade de 15.000 habitantes há suspeita de
circulação de um vírus emergente com grande número de casos assintomáticos. O
ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO COM MAIOR POTENCIAL DE CONTRIBUIÇÃO PARA ANALISAR A
ABRANGÊNCIA DA CIRCULAÇÃO VIRAL É:
a. Coorte prospectiva.
b. Caso controle.
c. Ensaio clínico.
d. Transversal.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO – PROVA COMVEST Unicamp
(3) Um ensaio clínico randomizado e duplo cego testou nova droga para a
prevenção de recidiva de uma doença. Após 12 meses de seguimento foram
observadas recidivas no grupo com a nova droga de 25% e com o placebo de 30%. O
risco relativo obteve Intervalo de Confiança 95% = 0,61 - 0,92. ASSINALE A
CORRETA:
a. A nova droga mostrou efeito significativamente
maior que o placebo.
b. O risco relativo para recidivas foi de 0,87 isto é 87 vezes maior no
grupo placebo.
c. O efeito placebo foi 5% maior que a nova droga.
d. O risco relativo informou a diferença entre as incidências de
recidiva entre os grupos.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO
– PROVA COMVEST Unicamp
(4) Um pesquisador diz que um determinado exame laboratorial tem
sensibilidade de 98% para o diagnóstico de uma doença. ELE ESTÁ DIZENDO
QUE:
a. 98% dos indivíduos que não têm essa doença terão resultado negativo
nesse exame.
b. 98% dos indivíduos que tem resultado positivo para essa doença serão
verdadeiramente doentes.
c. 2% dos indivíduos que não tem essa doença terão resultado positivo
para essa doença.
d. 2% dos indivíduos que têm essa doença terão
resultado negativo para essa doença.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO – PROVA COMVEST Unicamp PROVA DA TARDE
(5) Dois pacientes com dor torácica aos esforços
realizam teste ergométrico e apresentam depressão do segmento ST > 2,5 mm.
Caso 1: homem 67a, fumante e hipertenso; Caso 2: homem, 34a, jogador de
futebol. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
a. O valor preditivo de síndrome coronariana em ambos
os pacientes é semelhante.
b. A sensibilidade do ECG é maior no paciente
idoso.
c. A prevalência de coronariopatia em
diferentes grupos populacionais altera o valor preditivo positivo e negativo do
ECG.
d. A razão de verossimilhança positiva do teste no
paciente jogador de futebol é alta.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO
– PROVA COMVEST Unicamp PROVA DA TARDE
a. A taxa de mortalidade neonatal precoce não se relaciona diretamente
com a qualidade do serviços hospitalares e sim a mortalidade infantil
pós-neonatal.
b. A taxa de mortalidade neonatal precoce é a razão entre as mortes nos
primeiros 28 dias a cada 1000 nascidos vivos.
c. A maternidade do hospital universitário apresenta maior risco de
morte entre os nascidos vivos da cidade.
d. Não é possível comparar as taxas antes de
padronizá-las segundo complexidade do atendimento.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO – PROVA COMVEST Unicamp
(7) Os resultados de um ensaio clínico de uma droga nova permitem calcular o Número Necessário para Tratar (NNT) uma doença. Os eventos adversos não são desprezíveis. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
a. O NNT não deve interferir na conduta do médico frente ao quadro leve
da doença.
b. O NNT é o inverso do risco relativo.
c. Quanto maior o NNT menor o impacto do
tratamento.
d. O valor alto do NNT tem a mesma relevância tanto nos casos graves
como leves da doença.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO – PROVA COMVEST Unicamp PROVA DA TARDE
(8) A associação entre a prevalência de queixas respiratórias em
crianças e o hábito de fumar em membro da família foi analisada a partir de
informações coletadas em entrevistas domiciliares em amostra aleatória de
adultos em um distrito da cidade. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
a. O principal problema (viés) do estudo é a maior probabilidade de
encontro de casos agudos entre os entrevistados.
b. É um estudo prospectivo para analisar a associação casual entre
exposição e doença.
c. O principal estimador do estudo é a razão de
prevalência entre os grupos de expostos e não expostos.
d. Por ser um estudo de intervenção de morbidade referida não é possível
se obter associação causal entre os grupos de estudo.
Fonte: RESIDÊNCIA MÉDICA 2017 – 1ª FASE ACESSO DIRETO
– PROVA COMVEST Unicamp PROVA DA TARDE
(9) Indicadores são medidas-síntese que contêm informações relevantes
sobre determinados atributos edimensões do estado de saúde, bem como do desempenho
do sistema de saúde. Quanto aos indicadores de saúde, assinale a afirmativa CORRETA:
(A) O coeficiente de prevalência mede o número de novos casos,
traduzindo o risco de ter a doença, num determinado período de tempo.
(B) O coeficiente de Incidência mede o numero de pessoas em uma
população, que tem uma determinada doença, em um dado ponto do tempo.
(C)
Mortalidade Proporcional estima a fração de contribuição de determinada causa
ou categoria, com relação ao total de óbitos.
(D) Coeficiente de Letalidade estima o risco de morrer por determinada
doença, dado que a pessoa anda não apresentou a doença.
(E) Coeficiente de Mortalidade Infantil estima o risco de um nascido
vivo morrer, antes de completar dois anos de vida.
Fonte:
Residência Médica 2017 Universidade Federal do Tocantins
(10) Sobre os Ensaios Clínicos julgue as assertivas como verdadeiras ou
falsas e assinale a alternativa que cont ém a sequência correta.
( ) No Ensaio
Clínico cego, a distribuição dos indivíduos aos grupos experimental e de
controle é desconhecida pelos pesquisadores clínicos (observador).
( ) O Número
Necessário a Tratar (NNT) representa o número de pacientes que se precisa
tratar para se prevenir um evento indesejado (ex. Morte, recaida).
( ) Na
randomização os pacientes são designados aos grupos de modo que cada paciente
tem igual chance de cair em um grupo ou outro.
( ) A validade externa pode ser
limitada se os indivíduos que participam do estudo diferem de alguma maneira,
da população de onde são provenientes. A. F, V, F, F.
B. V, F, V, F.
C. V, V, F, F.
D. F, V, V, V.
E. F, V, F, V
(11) Em relação a Declaração de Óbito (DO), assinale a alternativa
INCORRETA.
A. O médico não deve assinar a Declaração de Óbito em branco.
B. O médico
pode preencher a DO sem examinar o corpo e constatar a morte.
C. O médico legista deve emitir a DO em óbito por causa externa.
D. O médico não deve preencher a DO com siglas uma vez que uma mesma
sigla pode significar doenças diferentes.
E. O médico deve registrar os dados da DO com letra legível.
(12) A escola de segundo grau do município Rio Verde tem 321 alunos
matriculados. Durante os meses de julho a setembro de 2016, ocorreram 83 casos
da Doença RR (caso hipotético) entre os alunos. Aqueles 83 alunos residiam com
104 familiares (pais, irmãos e outros agregados familiares). Destes, 20 também
desenvolveram a Doença RR. Qual foi a taxa de ataque secundário entre os
contatos?
A. (83/321) x 100 = 25,8%.
B. (83/104) x 100 = 79,8%.
C. (20/321) x 100 = 6,2%.
D. (20/104)
x 100 = 19,2%.
E. {(83 – 20) / (321 – 104)} x 100 = 29 %.
(13) Para a obtenção do coeficiente de mortalidade por acidentes de
transporte, no denominador da fração é empregado o número de
A. veículos a motor por habitantes.
B. quilômetros de estradas pavimentadas.
C. população total residente.
D. veículos a motor em uso.
E. veículos a motor licenciados.
Comentário: veículos a motor em uso é um indicador que se aproxima mais
da população exposta ao risco.
(14) Mulher, 18 anos, gestante de 27 semanas, vinha evoluindo bem na
gravidez, mas sofre queda na escada de sua casa. No dia seguinte, apresenta
sangramento e contrações uterinas. Ao exame obstétrico, observa-se sangramento
vaginal, hipertonia uterina, queda da pressão arterial e ausência de batimentos
cardíacos fetais. Recebe hemotransfusão e realiza-se cesariana de emergência,
com feto sem sinais de vida. A seguir procede-se a histerectomia por hemorragia
vaginal. Fica na UTI e evolui para óbito três dias após. O procedimento correto
é:
(A) preenchimento pelo obstetra da declaração de óbito fetal e
declaração de óbito da mulher por queda de escada.
(B) encaminhamento ao IML, onde será preenchida a declaração de óbito da
mulher e do óbito fetal por descolamento prematuro de placenta.
(C) preenchimento pelo obstetra da declaração de óbito da mulher por
descolamento de placenta, não sendo necessária a declaração de óbito fetal,
pela idade gestacional.
(D) encaminhamento ao IML, onde serão preenchidas as declarações de
óbito da mulher e do óbito fetal por queda de escada.
(E) preenchimento pelo obstetra da declaração de óbito fetal e
encaminhamento ao IML para a declaração de óbito da mulher.
--Texto para as questões (15) e (16): Fonte: http://www.coseac.uff.br/concursos/coreme/2017/provas/coreme2017_grupoA.pdf
No Rio de Janeiro, em 2015, 88 casos de gestantes com quadro febril
exantemático foram seguidos pelo Instituto Evandro Chagas (FIOCRUZ-RJ). À entrada
do estudo, foram coletados exames de PCR para Zika (real-time), e sorologias
para Dengue. Semanalmente as gestantes eram contactadas por telefone e visitas
mensais realizadas com sorologias para infecções por transmissão vertical, além
de ultrassonografia em três momentos da gestação. Das 88 gestantes, 72 (82%)
tiveram resultados positivos para Zika. As demais foram positivas para Dengue
ou tiveram sorologia negativa para ambas. Quanto aos desfechos perinatais, as
gestantes Zika (+) tiveram 29% de alterações na ultrassonografia e dois óbitos
fetais. As mulheres sem infecção por Zika não apresentaram alterações
ultrassonográficas ou perdas fetais.
(15) O estudo acima caracteriza:
(A) coorte prospectiva.
(B) série de casos.
(C) caso-controle.
(D) estudo seccional.
(E) coorte retrospectiva.
(16) Os testes usados para identificar infecção pelo vírus Zika, com base em
PCR, apresentam 98% de sensibilidade e praticamente 99,9% de especificidade.
Com isto, acerca de uma gestante, é correto afirmar que:
(A) com febre e rash cutâneo e com teste PCR negativo, tem probabilidade
muito próxima de 100% de não ter a infecção.
(B) com teste PCR positivo, tem probabilidade muito próxima de 100% de
ter a infecção.
(C) com febre e rash cutâneo e com teste PCR positivo, tem probabilidade
muito próxima de 100% de ter a infecção.
(D) com febre e rash cutâneo e com teste PCR positivo, tem indicação de
complementar a investigação com sorologia.
(E) assintomática, com teste PCR negativo, tem indicação de complementar
a investigação com sorologia.
(17) Várias medidas da ocorrência de doenças são baseadas nos conceitos fundamentais de incidência e prevalência. Considerando I para Incidência e P para Prevalência, assinale a alternativa que corresponde à sequência do preenchimento correto das lacunas de cima para baixo.
( ) Refere-se ao número de casos novos, ocorridos em um certo período de tempo, em uma população específica. ( ) Relaciona-se com o número de casos (novos e velhos), encontrados em uma população definida, em um determinado ponto no tempo. ( ) É considerada mais útil em estudos que visam determinar a carga de doenças crônicas em uma população e suas implicações para os serviços de saúde. ( ) É a principal medida para doenças ou condições agudas, mas pode também ser utilizada para doenças crônicas. ( ) Caracteriza-se como mais útil em estudos de causalidade. ( ) Diminui devido a maior letalidade da doença.
a) P – I – P – I – I – P
b) I – P – P – I – I – P
c) I – P – P – P – I – I
d) P – I – I – P – P – I
e) P – I – I – P – P – I
Fonte: http://www.feevale.br/Comum/midias/959879cb-efbd-4196-a8af-fd8aba4ea15f/Prova%20-%20Farm%C3%A1cia.pdf (Residencia multiprofissional farmácia Universidade Feevale 2016) (questão 8)
(18) A medida mais apropriada de estado de saúde de uma população é:
a. Risco atribuível populacional
b. Diferença de riscos
c. Prevalência
d. Risco Relativo
e. Razão de Chances
Fonte:https://flexiblelearning.auckland.ac.nz/poplhlth304/11/files/poplhlth_304_2011_exam_no_answers.pdf (questão 1)
(19) A febre chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya, descrita desde a década de 1950. Desde 2013 vem reemergindo em áreas tropicais e, desde julho de 2014 casos são diagnosticados no Brasil. Para realizar um levantamento epidemiológico sobre a transmissão autóctone da febre Chikungunya no Brasil foi realizado um estudo transversal, descritivo, realizado a partir do acesso a dados quantitativos de domínio público, publicados entre 2014 e 2015 pelo ministério da saúde. Sobre os estudos transversais, pode-se afirmar que:
A) Normalmente tem alto poder para estabelecer relações causais.
B) São adequados para estimativa de incidência em curtos períodos de tempo.
C) São úteis quando se pretende descrever variáveis e seus padrões de distribuição.
D) São eficientes para identificar desfechos raros.
Fonte: PROCESSO DE SELEÇÃO PÚBLICA PARA ADMISSÃO AOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA DO HPM/MG PARA O ANO DE 2017
a-( ) estudo transversal.
b-( ) estudo de coorte.
c-( ) ensaio clínico.
d-( ) estudo caso-controle.
JUSTIFICATIVA: O estudo em questão analisa os fatores de risco ou proteção a uma determinada doença, no caso em questão a úlcera péptica, comparando com um grupo controle. Temos um estudo que parte da doença para estudar os fatores de risco comparando com controle. Estamos frente a um desenho caso-controle.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
AULAS DE EPIDEMIOLOGIA-professora Carla
Comentários são bem vindos.
AULA 1
AULA 2 (ao final, a referência do pdf de mortalidade é dehttp://ocw.jhsph.edu/courses/PopulationChange/PDFs/Lecture6.pdf
AULA sobre casalidade (Bradford Hill)
AULA (Viés e Confusão em Epidemiologia)
Risco Atribuível
AULA 1
AULA 2 (ao final, a referência do pdf de mortalidade é dehttp://ocw.jhsph.edu/courses/PopulationChange/PDFs/Lecture6.pdf
AULA sobre casalidade (Bradford Hill)
AULA (Viés e Confusão em Epidemiologia)
Risco Atribuível
sábado, 21 de março de 2015
Sete (7) questões resolvidas sobre letalidade
Questão 1
O cálculo da proporção de óbitos entre os casos
de uma determinada doença representa um
indicativo de gravidade da doença. Qual o nome
atribuído a este coeficiente?
(A) Mortalidade geral.
(B) Letalidade.
(C) Mortalidade neonatal.
(D) Mortalidade infantil.
(E) Mortalidade materna.
Comentários: todos os indicadores, exceto letra (B), tem em seu denominador a população exposta ao risco e não os casos de uma doença. A letalidade contém em seu denominador casos de uma doença específica.
Fonte: http://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/sef-sc-2010-fepese-epidemiologista-verde
Questão 2 (corrigida agora após comentário em 06 abr 2015)
Em determinado município, a letalidade da Doença
Meningocócica, em 2013, foi de 10%. Durante este ano,
ocorreram 20 óbitos da doença. O número de casos de Doença
Meningocócica no município, em 2013, foi igual a:
(A) 2.
(B) 10.
(C) 50.
(D) 100.
(E) 200.
Resolução: Há 10 óbitos a cada 100 casos de doença meningocócica; assim, 20 óbitos correspondem a um numerador de 200 casos.
Questão 3
O coeficiente de mortalidade de uma doença específica pode informar sobre a incidência dessa doença quando:
A) a taxa de ataque da doença é fixa.
B) a prevalência dessa doença é alta e a duração da mesma é curta.
C) a taxa de letalidade da doença é alta e a duração da doença é curta.
A) a taxa de ataque da doença é fixa.
B) a prevalência dessa doença é alta e a duração da mesma é curta.
C) a taxa de letalidade da doença é alta e a duração da doença é curta.
D) o coeficiente de mortalidade não ajustado dessa doença é alto e a duração é longa
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia
Questão 4
Se a letalidade da doença X é igual a 5% e durante um ano ocorreram 20 mortes por essa doença, o número de caso da doença X nessa comunidade nesse ano foi:
Resposta:
óbitos/doentes = 0,05; número de óbitos = 20; número de doentes = óbitos/letalidade = 20/0,05 = 400 casos da doença no ano.
O número de casos da doença foi 400.
Questão 5
A taxa de mortalidade, por uma dada causa, é calculada dividindo o número de indivíduos que morreram por essa causa pela população em risco, num dado período de tempo. A taxa de fatalidade ou letalidade, é calculada dividindo o número de indivíduos que morreram por uma dada patologia pelo número de doentes com essa patologia, num dado período de tempo. Por exemplo, numa população de 100.000 pessoas, verificaram-se 50 mortes por uma dada doença, durante 1 ano. A taxa de mortalidade por essa doença foi de 5 por 10.000. Por outro lado, sabe-se que número de indivíduos com a doença (durante esse ano) era 100, então a taxa de fatalidade da doença foi de 50/100, ou seja 50%. Tendo em vista isso, quais os fatores determinantes para que a taxa de mortalidade por uma dada doença seja elevada? E quais os fatores determinantes para que a taxa de mortalidade por uma doença seja baixa?
Resposta:
Deve haver a seguinte situação para taxa de mortalidade elevada pela doença: prevalência elevada da doença E fatalidade relativamente elevada. Para taxa de mortalidade baixa: doenças com baixa prevalência OU com baixa fatalidade
fonte:http://forpoint.grupokeypoint.pt/docs/newsletters/nl_19.pdfQuestão 5
A taxa de mortalidade, por uma dada causa, é calculada dividindo o número de indivíduos que morreram por essa causa pela população em risco, num dado período de tempo. A taxa de fatalidade ou letalidade, é calculada dividindo o número de indivíduos que morreram por uma dada patologia pelo número de doentes com essa patologia, num dado período de tempo. Por exemplo, numa população de 100.000 pessoas, verificaram-se 50 mortes por uma dada doença, durante 1 ano. A taxa de mortalidade por essa doença foi de 5 por 10.000. Por outro lado, sabe-se que número de indivíduos com a doença (durante esse ano) era 100, então a taxa de fatalidade da doença foi de 50/100, ou seja 50%. Tendo em vista isso, quais os fatores determinantes para que a taxa de mortalidade por uma dada doença seja elevada? E quais os fatores determinantes para que a taxa de mortalidade por uma doença seja baixa?
Resposta:
Deve haver a seguinte situação para taxa de mortalidade elevada pela doença: prevalência elevada da doença E fatalidade relativamente elevada. Para taxa de mortalidade baixa: doenças com baixa prevalência OU com baixa fatalidade
Questão 6
Pode-se afirmar categoricamente que uma doença de alta Letalidade é aquela em que:
a) É grande o risco de haver morte entre os indivíduos por ela acometidos
b) A taxa de Mortalidade é grande
c) A probabilidade de os indivíduos por ela acometidos apresentarem complicações é elevada
d) O risco de um indivíduo adoecer é grande
e) Há elevado risco de morte entre as pessoas por ela acometidas, desde que não se tomem medidas de tratamento adequado
Comentário: A letra e confunde, mas nunca foi visto em qualquer conceito de letalidade uma condicionante como essa: se não houver... Melhor ficar com a letra a
Fonte:Prefeitura do Município do Brejo da Madre de Deus - PE - 2013 - Enfermeiro
Questão 7
Em uma cidade com 100.000 habitantes, sendo 20.000 crianças, 400 crianças com menos de 1 ano de idade foram internadas em um hospital devido à infecção respiratória. Ocorreram 100 mortes. Qual é o coeficiente de letalidade por doença respiratória em criança com menos de um ano nesta cidade?
a) 10%
b) 25%
c) 12,5%
d) 5%
e) 30%
Comentário: As únicas informações necessárias são 400 e 100. Para a letalidade, não interessa o número de habitantes.
Fonte:Prova de Residência Médica -2014/Hospital Beneficência Portuguesa – Santos - SP/Ingresso Direto Cirurgia Geral e Clinica Médica
Questão 7
Em uma cidade com 100.000 habitantes, sendo 20.000 crianças, 400 crianças com menos de 1 ano de idade foram internadas em um hospital devido à infecção respiratória. Ocorreram 100 mortes. Qual é o coeficiente de letalidade por doença respiratória em criança com menos de um ano nesta cidade?
a) 10%
b) 25%
c) 12,5%
d) 5%
e) 30%
Comentário: As únicas informações necessárias são 400 e 100. Para a letalidade, não interessa o número de habitantes.
Fonte:Prova de Residência Médica -2014/Hospital Beneficência Portuguesa – Santos - SP/Ingresso Direto Cirurgia Geral e Clinica Médica
quinta-feira, 19 de março de 2015
Quatro (4) Exercícios sobre Mortalidade Proporcional, Taxa Bruta de Mortalidade e a Mortalidade por causas
Os indicadores estudados, em seu conjunto, tem um sentido e fornecem um panorama sobre a população estudada.
Imagine um cenário:
População C com TBM=30 por mil; 10% de mortalidade proporcional por Doenças do Aparelho Circulatório (DAC)
População D com TBM=15 por mil; 20% de mortalidade proporcional por DAC
QUESTÃO 1_Imagine uma pergunta: Qual é a Taxa de mortalidade por DAC nas populações em questão?
Nossa forma de pensar: Hipoteticamente, podemos ter uma população C de 1000 pessoas, onde haverá 30 óbitos totais e, destes 3 óbitos por DAC (0,10 X 30=3); Taxa de mortalidade por DAC = 3 por 1000.
Agora pense na população D: 15 óbitos totais numa população (hipotética) de 1000 pessoas; 3 óbitos por DAC (0,20 X 15); Taxa de mortalidade por DAC = 3 por 1000.
Concluímos: apesar do número de óbitos por DAC ser igual nas duas populações e a Taxa de mortalidade por DAC ser igual, a mortalidade proporcional é diferente (maior em D do que em C). Não podemos utilizar a Mortalidade Proporcional para concluir que o risco de morrer é maior em D do que em C.
QUESTÃO 2_Outra pergunta que pode ser elaborada:
Pergunta: Podemos dizer, inequivocamente, que o risco de mortalidade em D é igual ao de C, tendo por base as TBM de D e de C?
Resposta: Não. Por que não? Porque as populações podem ter estruturas etárias (distribuições por idade) diferentes. Para saber sobre o risco, seria necessário padronizar diretamente, principalmente pela idade, um dos principais fatores que 'distorcem' a comparação. A única coisa que podemos dizer, com base, nas duas TBMs é que a saída da população, anual, por óbitos, é igual, ou seja, de 3 óbitos por mil pessoas-ano.
Veja essa questão, elaborada com base em uma questão de concurso:
Fonte: http://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2010-fiocruz-tecnico-em-saude-publica-vigilancia-em-saude
QUESTÃO 4_Veja essa questão:
Na construção dos indicadores proporcionais de mortalidade para uma determinada localidade e período, o denominador expressa um valor que é
(A) menor que o numerador
(B) divisível pelo numerador
(C) o total dos óbitos registrados
(D) o dobro dos óbitos registrados
(E) a metade dos óbitos registrados
Comentário: a questão é clara. As demais respostas são apenas para confundir.
Fonte: http://www1.cesgranrio.org.br/pdf/seplag0111/provas/PROVA%2056%20-%20SANITARISTA%20-%20SANITARISTA.indd.pdf
Imagine um cenário:
População C com TBM=30 por mil; 10% de mortalidade proporcional por Doenças do Aparelho Circulatório (DAC)
População D com TBM=15 por mil; 20% de mortalidade proporcional por DAC
QUESTÃO 1_Imagine uma pergunta: Qual é a Taxa de mortalidade por DAC nas populações em questão?
Nossa forma de pensar: Hipoteticamente, podemos ter uma população C de 1000 pessoas, onde haverá 30 óbitos totais e, destes 3 óbitos por DAC (0,10 X 30=3); Taxa de mortalidade por DAC = 3 por 1000.
Agora pense na população D: 15 óbitos totais numa população (hipotética) de 1000 pessoas; 3 óbitos por DAC (0,20 X 15); Taxa de mortalidade por DAC = 3 por 1000.
Concluímos: apesar do número de óbitos por DAC ser igual nas duas populações e a Taxa de mortalidade por DAC ser igual, a mortalidade proporcional é diferente (maior em D do que em C). Não podemos utilizar a Mortalidade Proporcional para concluir que o risco de morrer é maior em D do que em C.
QUESTÃO 2_Outra pergunta que pode ser elaborada:
Pergunta: Podemos dizer, inequivocamente, que o risco de mortalidade em D é igual ao de C, tendo por base as TBM de D e de C?
Resposta: Não. Por que não? Porque as populações podem ter estruturas etárias (distribuições por idade) diferentes. Para saber sobre o risco, seria necessário padronizar diretamente, principalmente pela idade, um dos principais fatores que 'distorcem' a comparação. A única coisa que podemos dizer, com base, nas duas TBMs é que a saída da população, anual, por óbitos, é igual, ou seja, de 3 óbitos por mil pessoas-ano.
Veja essa questão, elaborada com base em uma questão de concurso:
QUESTÃO 3_A evolução da mortalidade
proporcional com 50 anos ou mais de idade no Brasil, em
1980, 1990 e 2000 ocorreu da seguinte forma: passou de 48,9% em 1980 para 61,2% em 1990 e 67,1% em 2000.
A partir da análise da questão, pode-se concluir que:
(A) o risco de morte aumentou.
(B) o risco de morte não se alterou.
(C) a sobrevida diminuiu.
(D) a sobrevida não se alterou.
(E) a idade de ocorrência da morte aumentou.
Não podemos falar em risco. A medida do risco é a taxa (A) e (B) estão em incorretas. (C) e (D) estão incorretas pois não podemos falar em sobrevida. Ainda mais que, é muito provável que a sobrevida tenha aumentado e não ficado estável ou diminuído. A idade da ocorrência da morte aumentou. A letra (E) está correta. A cada pessoa que morre, a cada ano analisado, vemos que morrem mais frequentemente com idade mais avançada.
(A) o risco de morte aumentou.
(B) o risco de morte não se alterou.
(C) a sobrevida diminuiu.
(D) a sobrevida não se alterou.
(E) a idade de ocorrência da morte aumentou.
Não podemos falar em risco. A medida do risco é a taxa (A) e (B) estão em incorretas. (C) e (D) estão incorretas pois não podemos falar em sobrevida. Ainda mais que, é muito provável que a sobrevida tenha aumentado e não ficado estável ou diminuído. A idade da ocorrência da morte aumentou. A letra (E) está correta. A cada pessoa que morre, a cada ano analisado, vemos que morrem mais frequentemente com idade mais avançada.
Fonte: http://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2010-fiocruz-tecnico-em-saude-publica-vigilancia-em-saude
QUESTÃO 4_Veja essa questão:
Na construção dos indicadores proporcionais de mortalidade para uma determinada localidade e período, o denominador expressa um valor que é
(A) menor que o numerador
(B) divisível pelo numerador
(C) o total dos óbitos registrados
(D) o dobro dos óbitos registrados
(E) a metade dos óbitos registrados
Comentário: a questão é clara. As demais respostas são apenas para confundir.
Fonte: http://www1.cesgranrio.org.br/pdf/seplag0111/provas/PROVA%2056%20-%20SANITARISTA%20-%20SANITARISTA.indd.pdf
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