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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Taxa de ataque (com 1 questão)


Fonte: http://professor-ruas.yolasite.com/resources/Aula4_b.pdf

Nos casos de doenças ou agravos de natureza aguda que coloquem em risco a população exposta
por um período limitado em área restrito, a incidência é chamada de taxa de ataque.

É aplicada aos surtos epidêmicos, ou seja, epidemias restritas. Refletem a descrição deste tipo particular de epidemia os eventos localizados de curta duração.


A taxa de ataque é definida como:

(número de pessoas em risco de desenvolver uma certa doença)
(número total de pessoas em risco)

Esta taxa é semelhante à taxa de incidência, que também é usada para doenças crônicas. A taxa de ataque pode ser específica para uma determinada exposição. Por exemplo, a taxa de ataque em pessoas que comeram um certo alimento é chamada de taxa de ataque específica por alimento, e é calculada por:

(número de pessoas que comeram um certo alimento e ficaram doentes)
(número total de pessoas que comeram um certo alimento)

Em geral, o tempo não é explícito na taxa de ataque, pois se sabe quanto tempo depois da exposição a maioria dos casos se desenvolveu. Dessa forma esse tempo não é muito diferente para cada um do conjunto dos expostos

Uma pessoa que ficou doente após uma exposição, por exemplo, a um alimento contaminado é chamado caso primário (ou caso índice). uma pessoa que adquire a doença pela exposição ao caso primário é chamada de caso secundário. A taxa de ataque secundária é, portanto, definida como a taxa de ataque em pessoas suscetíveis que foram expostas a um caso primário sendo uma boa medida de disseminação pessoa a pessoa depois que a doença foi introduzida na população. Usualmente calcula-se a taxa de ataque de ataque secundária em membros da família do caso índice.










Veja um exemplo de cálculo de taxa de ataque:





Esse é o primeiro passo para determinar qual o alimento (ou alimentos) envolvidos em um surto determinado, mas não é suficiente, pois precisaríamos saber qual a taxa de ataque entre aqueles que não comeram determinado alimento. Quando maior a diferença (taxa de ataque entre os que se alimentaram - taxa de ataque entre os que não se alimentaram), maior é a desconfiança de que a diferença positiva esteja associada ao consumo do alimento específico.

Contudo, a maior taxa de ataque é a para a salada de batata e, dentre os alimentos listados, já podemos desconfiar de que, se seu consumo esteve associado a uma maior taxa de ataque, deve ser um dos alimentos implicados no surto. Mas, ainda não temos certeza...
referência: http://www.amazon.com/Epidemiology-STUDENT-CONSULT-Online-Access/dp/145573733X; http://www.cambridge.org/de/download_file/211553/


--- Veja essa questão: 
Uma taxa de incidência, geralmente expressa como percentagem, quando aplicada em populações específicas por períodos limitados de tempo como nos surtos ou epidemias, é conhecida como:
A) Taxa ajustada
B) Taxa de ataque.
C) Taxa de mortalidade.
D) Taxa de densidade de incidência.
Comentário: fica clara a relação entre incidência, mais geral e taxa de ataque, mais específica.
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia

domingo, 22 de março de 2015

Preenchimento da declaração de óbito com duas (2) questões

O preenchimento da declaração de óbito é um ato médico. Por trás deste ato são originadas todas as estatísticas contínuas de causas de óbitos no Brasil e no mundo.

Vejam materiais de interesse:

Material mais completo.
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_obito_3ed.pdf

Os pontos chave na declaração de óbito
http://www.cremesp.org.br/pps/eventos/lyra%20_%20preenchimento%20de%20declaracao%20de%20obito.pptx


1. Médico de Família e Comunidade (MFC) do município de Mossoró é chamado para atender um caso de urgência na escola próxima a Unidade de Saúde da Família. Ao chegar, vê uma jovem de 25 anos convulsionando. A seguir, a jovem perde a consciência. Segundo testemunhas a jovem fora atropelada por um veículo que fugiu do local. O MFC constata o óbito no mesmo instante em que chega a equipe de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Diante do exposto, a emissão da declaração de óbito deve ser emitida pelo médico:
a) Da Unidade de Saúde da Família que atendeu primeiro;
b) Do SAMU;
c) Se existir, do Instituto Médico Legal (IML);
d) Tanto do SAMU quanto o primeiro que atendeu;
Fonte:http://www.uern.br/controledepaginas/residencia-medica-noticias/arquivos/1745prova_residancia_ma%C2%A9dica_edital_02_2013_pdf.pdf


2. Paciente desconhecido foi levado para o Pronto Socorro municipal, em estado de coma. Os exames mostraram tratar-se de coma diabético, mas o paciente faleceu em seguida, sem ter recobrado a consciência. Para a obtenção do atestado de óbito podemos considerar que: 
a) O serviço social da instituição deve ser acionado, pelo médico-chefe do Pronto Socorro, para as providências legais; 
b) É do médico plantonista do Pronto Socorro a responsabilidade de sua emissão; 
c) Que o Diretor Clínico da instituição deverá encaminhar ofício ao Instituto de Identificação, e a polícia civil a fim de evitar problemas policiais e de justiça; 
d) A família do paciente deve procurar o Serviço de Verificação de Óbitos, levando declaração assinada pelo médico; 
e) Que o hospital deve encaminhar o óbito ao Instituto Médico-Legal, imediatamente, pois sempre é necessária a realização de necropsia nestes casos. Fonte: https://fai1uploads.s3.amazonaws.com/1/others/448e4df134fb2ab92120b8e70882416ca722bfdb.pdf PROCESSO SELETIVO – RESIDÊNCIA MÉDICA UFSCAR 2020 – FASE 1 PROVA OBJETIVA
Comentário: Não há evidência de morte não natural. O medico que atendeu o paciente pode atestar o óbito.

sábado, 21 de março de 2015

Para saber mais e entender mais sobre risco: casos fatais é taxa, razão ou risco?

Excelente artigo sobre taxa/razão/risco de casos fatais:


Artigo sobre Taxa/Risco/Razão de casos fatais
Tenha uma boa leitura!

Sete (7) questões resolvidas sobre letalidade


Questão 1
O cálculo da proporção de óbitos entre os casos de uma determinada doença representa um indicativo de gravidade da doença. Qual o nome atribuído a este coeficiente?
(A)  Mortalidade geral. 
(B)  Letalidade. 
(C)  Mortalidade neonatal. 
(D)  Mortalidade infantil. 
(E)  Mortalidade materna. 
Comentários: todos os indicadores, exceto letra (B), tem em seu denominador a população exposta ao risco e não os casos de uma doença. A letalidade contém em seu denominador casos de uma doença específica.

Questão 2 (corrigida agora após comentário em 06 abr 2015)
Em determinado município, a letalidade da Doença Meningocócica, em 2013, foi de 10%. Durante este ano, ocorreram 20 óbitos da doença. O número de casos de Doença Meningocócica no município, em 2013, foi igual a:
(A) 2. (B) 10. (C) 50. (D) 100. (E) 200. 
Resolução: Há 10 óbitos a cada 100 casos de doença meningocócica; assim, 20 óbitos correspondem a um numerador de 200 casos.


Questão 3
O coeficiente de mortalidade de uma doença específica pode informar sobre a incidência dessa doença quando:
A) a taxa de ataque da doença é fixa.
B) a prevalência dessa doença é alta e a duração da mesma é curta.
C) a taxa de letalidade da doença é alta e a duração da doença é curta. 
D) o coeficiente de mortalidade não ajustado dessa doença é alto e a duração é longa
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia

Questão 4
Se a letalidade da doença X é igual a 5% e durante um ano ocorreram 20 mortes por essa doença, o número de caso da doença X nessa comunidade nesse ano foi:
Resposta:
óbitos/doentes = 0,05; número de óbitos = 20; número de doentes = óbitos/letalidade = 20/0,05 = 400 casos da doença no ano.
O número de casos da doença foi 400.

Questão 5
A taxa de mortalidade, por uma dada causa, é calculada dividindo o número de indivíduos que morreram por essa causa pela população em risco, num dado período de tempo. A taxa de fatalidade ou letalidade, é calculada dividindo o número de indivíduos que morreram por uma dada patologia pelo número de doentes com essa patologia, num dado período de tempo. Por exemplo, numa população de 100.000 pessoas, verificaram-se 50 mortes por uma dada doença, durante 1 ano. A taxa de mortalidade por essa doença foi de 5 por 10.000. Por outro lado, sabe-se que número de indivíduos com a doença (durante esse ano) era 100, então a taxa de fatalidade da doença foi de 50/100, ou seja 50%. Tendo em vista isso, quais os fatores determinantes para que a taxa de mortalidade por uma dada doença seja elevada? E quais os fatores determinantes para que a taxa de mortalidade por uma doença seja baixa?
Resposta:
Deve haver a seguinte situação para taxa de mortalidade elevada pela doença: prevalência elevada da doença E fatalidade relativamente elevada. Para taxa de mortalidade baixa: doenças com baixa prevalência OU com baixa fatalidade
fonte:http://forpoint.grupokeypoint.pt/docs/newsletters/nl_19.pdf

Questão 6
Pode-se afirmar categoricamente que uma doença de alta Letalidade é aquela em que:

 a) É grande o risco de haver morte entre os indivíduos por ela acometidos
 b) A taxa de Mortalidade é grande
 c) A probabilidade de os indivíduos por ela acometidos apresentarem complicações é elevada
 d) O risco de um indivíduo adoecer é grande
 e) Há elevado risco de morte entre as pessoas por ela acometidas, desde que não se tomem medidas de tratamento adequado
Comentário: A letra e confunde, mas nunca foi visto em qualquer conceito de letalidade uma condicionante como essa: se não houver... Melhor ficar com a letra a
Fonte:Prefeitura do Município do Brejo da Madre de Deus - PE - 2013 - Enfermeiro

Questão 7
Em uma cidade com 100.000 habitantes, sendo 20.000 crianças, 400 crianças com menos de 1 ano de idade foram internadas em um hospital devido à infecção respiratória. Ocorreram 100 mortes. Qual é o coeficiente de letalidade por doença respiratória em criança com menos de um ano nesta cidade?
a) 10%
b) 25% 
c) 12,5%
d) 5%
e) 30%
Comentário: As únicas informações necessárias são 400 e 100. Para a letalidade, não interessa o número de habitantes.
Fonte:Prova de Residência Médica -2014/Hospital Beneficência Portuguesa – Santos - SP/Ingresso Direto Cirurgia Geral e Clinica Médica

quinta-feira, 19 de março de 2015

Quatro (4) Exercícios sobre Mortalidade Proporcional, Taxa Bruta de Mortalidade e a Mortalidade por causas

Os indicadores estudados, em seu conjunto, tem um sentido e fornecem um panorama sobre a população estudada.

Imagine um cenário:

População C com TBM=30 por mil; 10% de mortalidade proporcional por Doenças do Aparelho Circulatório (DAC)

População D com TBM=15 por mil; 20% de mortalidade proporcional por DAC

QUESTÃO 1_Imagine uma pergunta: Qual é a Taxa de mortalidade por DAC nas populações em questão?

Nossa forma de pensar: Hipoteticamente, podemos ter uma população C de 1000 pessoas, onde haverá 30 óbitos totais e, destes 3 óbitos por DAC (0,10 X 30=3); Taxa de mortalidade por DAC = 3 por 1000.

Agora pense na população D: 15 óbitos totais numa população (hipotética) de 1000 pessoas; 3 óbitos por DAC (0,20 X 15); Taxa de mortalidade por DAC = 3 por 1000.

Concluímos: apesar do número de óbitos por DAC ser igual nas duas populações e a Taxa de mortalidade por DAC ser igual, a mortalidade proporcional é diferente (maior em D do que em C). Não podemos utilizar a Mortalidade Proporcional para concluir que o risco de morrer é maior em D do que em C.


QUESTÃO 2_Outra pergunta que pode ser elaborada:

Pergunta: Podemos dizer, inequivocamente, que o risco de mortalidade em D é igual ao de C, tendo por base as TBM de D e de C?

Resposta: Não. Por que não? Porque as populações podem ter estruturas etárias (distribuições por idade) diferentes. Para saber sobre o risco, seria necessário padronizar diretamente, principalmente pela idade, um dos principais fatores que 'distorcem' a comparação. A única coisa que podemos dizer, com base, nas duas TBMs é que a saída da população, anual, por óbitos, é igual, ou seja, de 3 óbitos por mil pessoas-ano.


Veja essa questão, elaborada com base em uma questão de concurso:


QUESTÃO 3_A evolução da mortalidade proporcional com 50 anos ou mais de idade no Brasil, em 1980, 1990 e 2000 ocorreu da seguinte forma: passou de 48,9% em 1980 para 61,2% em 1990 e 67,1% em 2000.


A partir da análise da questão, pode-se concluir que: 

(A) o risco de morte aumentou.
(B) o risco de morte não se alterou.
(C) a sobrevida diminuiu.

(D) a sobrevida não se alterou.
(E) a idade de ocorrência da morte aumentou.



Não podemos falar em risco. A medida do risco é a taxa (A) e (B) estão em incorretas. (C) e (D) estão incorretas pois não podemos falar em sobrevida. Ainda mais que, é muito provável que a sobrevida tenha aumentado e não ficado estável ou diminuído. A idade da ocorrência da morte aumentou. A letra (E) está correta. A cada pessoa que morre, a cada ano analisado, vemos que morrem mais frequentemente com idade mais avançada.


Fonte: http://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fgv-2010-fiocruz-tecnico-em-saude-publica-vigilancia-em-saude

QUESTÃO 4_Veja essa questão:

Na construção dos indicadores proporcionais de mortalidade para uma determinada localidade e período, o denominador expressa um valor que é

(A) menor que o numerador
(B) divisível pelo numerador
(C) o total dos óbitos registrados
(D) o dobro dos óbitos registrados
(E) a metade dos óbitos registrados

Comentário: a questão é clara. As demais respostas são apenas para confundir.
Fonte: http://www1.cesgranrio.org.br/pdf/seplag0111/provas/PROVA%2056%20-%20SANITARISTA%20-%20SANITARISTA.indd.pdf

quinta-feira, 12 de março de 2015

Respostas comentadas sobre oito (8) exercícios (Padronização direta de taxas)

Exercícios sobre padronização direta


RESPOSTAS:

Exercício 1:


  • Calcule as taxas por nível de gravidade em cada serviço (veja as taxas calculadas no quadro abaixo);
  • Observe os diferenciais entre as taxas em cada idade e reflita;
  • Sua reflexão poderia ser no seguinte sentido, do mais geral, para o mais específico: muito embora a taxa de mortalidade geral seja maior no serviço A (18,5 óbitos por 100 pacientes-tempo em A > 15,25 óbitos por pacientes-tempo em B), não se identifica, em qualquer nível de gravidade, taxas superiores em A comparativamente a B!

Serviço A Serviço B
Nível gravidade Pacientes óbitos taxas Pacientes óbitos taxas
I 80 4 0,05 200 10 0,05
II 100 15 0,15 90 18 0,20
III 220 55 0,25 110 33 0,30
total 400 74 0,185 400 61 0,1525
  • Apenas observando esse fato, é possível afirmar que o melhor desempenho foi atingido pelo serviço A, ainda que o número de óbitos tenha sido maior do que no serviço B. Foi maior porque, no serviço A chegam mais de nível de gravidade II e III (comparativamente a B). Observe que, no nível de gravidade igual a III, chegam 220 pacientes no serviço A, ao passo que no serviço B, chega a metade desses pacientes.
  • Podemos, além de comparar as taxas padronizadas, gerar a taxa padronizada (uma taxa geral, única). Veja um exemplo de como fazer:
  1. 1. Copio as taxas de mortalidade do serviço A (em amarelo);
  2. Copio o número de pacientes do serviço B (em verde);
  3. Obtenho, pela multiplicação dos pacientes e taxa, o número de óbitos esperados no serviço A (em vermelho). 
  4. Obtenho o número de óbitos totais no serviço A (esperado) pela soma (10+13,5+27,5) = 51.
  5. Obtenho a taxa padronizada pelo serviço B no serviço A = 51/400 = 12,75 óbitos por 100 pacientes (em azul).
  6. Não preciso fazer a taxa padronizada do serviço B, porque a utilizei como população padrão.
  7. Comparo taxa de mortalidade padronizada do serviço B com a taxa do serviço A: 12,75 e 15,25. 15,25>12,75
  8. O melhor desempenho, medido pela taxa padronizada, é superior em A.

Respostas para exercícios 3 e 5 (padronização direta e câncer) fonte: http://www.iesc.ufrj.br/cursos/epigrad/int_epidemio/Alunos/Ex3_Padronizacao.pdf




Observe que após padronizar diretamente pela população dos EUA, as TBMs padronizadas do Alasca e da Flórida, por câncer, são quase iguais (por 100 mil pessoas-ano). Contudo, as TBMs observadas são diferentes e a do Alasca é menor do que a da Flórida indicando que a população do Alasca é mais jovem do que a da Flórida.
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Essa questão diz o seguinte:

Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações, sem que haja distorção das informações, estes devem ser calculados por meio de taxas, índices e coeficientes, expressos em porcentagens.

Observe: para comparar frente a diferentes populações; para isso é preciso padronizar diretamente, pois as taxas sozinhas não levam em consideração as diferenças entre as populações (como a diferença clássica de estrutura de idade, ou de gravidade em serviços, que vimos).

A questão está errada

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Veja essa questão: 

Suponha que, em determinado hospital, a taxa de mortalidade seja de 25% e, em outro, de 12%. Com base nesses dados, é possível identificar o hospital que oferece a melhor qualidade de serviços?

  • Não, porque são desconhecidos os tipos e a gravidade das doenças dos pacientes atendidos nos hospitais, bem como o perfil dos pacientes. Seria necessário PADRONIZAR por gravidade e por tipos de doenças para adequadamente comparar as taxas. (verdadeiro)
  • Sim, o hospital com menor taxa de mortalidade apresenta melhor resultado, deduzindo-se que esse hospital é bem estruturado e desenvolve processos de qualidade.(falso)
  • Não, porque, embora o índice de mortalidade hospitalar sirva de parâmetro para a comparação, o percentual apresenta-se muito elevado nos dois hospitais.(falso)
  • Sim, porque, independentemente das patologias tratadas nos hospitais, a taxa de mortalidade institucional deve ser menor que 15%.(falso)
  • Sim, porque a taxa de mortalidade verificada no primeiro hospital é maior que a apresentada no segundo.(falso)
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QUESTÃO 

São as seguintes as informações sobre taxa de mortalidade padronizada por idade, por cancer (TMC) em quatro países Europeus (óbitos por 100 mil pessoas): Espanha (10); Suécia (11); Reino Unido (16); Irlanda (18). As estruturas etárias diferenciadas são responsáveis pelas diferenças observadas? Explique.

Resposta: Não. As taxas já estão padronizadas e as diferenças são reais. Ainda que não seja informada qual a população padrão utilizada, isso não é necessário. Basta saber que a única diferença reside nas taxas em si e não nas estruturas etárias das populações.

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Questão
A taxa de mortalidade geral ajustada por idade é usada para:
A) determinar o número real de óbitos que ocorrem em grupos específicos de idade numa população.
B) corrigir as taxas de mortalidade em estudos em que falta a informação sobre a idade.
C) corrigir erros na declaração de idade.
=> D) eliminar o efeito de diferenças na distribuição da idade entre populações. 
Fonte: FUMARC / 2006 / Prefeitura de Belo Horizonte / Dentista - Área Cirurgião Dentista Epidemiologia 


Padronização direta: a forma de comparar TBMs diferentes


  1. Imagine duas populações fictícias, AA e BB, analisadas em 2014
  2. AA tem 3000 pessoas em 01 de julho de 2014 e 30 óbitos no ano.
  3. BB tem 4000 pessoas em 01 de julho de 2014 e 40 óbitos no ano.
  4. A distribuição da população de AA é a seguinte: 1000 pessoas até os 49 anos; 2000 pessoas a partir da idade 50.
  5. A distribuição por idade das mortes em AA é a seguinte: 10 óbitos até os 49 anos; 20 óbitos a partir dos 50 anos.
  6. A distribuição da população de BB é a seguinte: 500 pessoas até os 49 anos; 3500 pessoas a partir da idade 50.
  7. A distribuição por idade das mortes de BB é a seguinte: 5 óbitos até os 49 anos; 35 óbitos a partir dos 50 anos.

Pergunta-se:

  1. Qual a TBM de AA?
  2. Qual a TBM de BB?
  3. O risco de morte na população AA pode ser considerado igual ao de BB? Por quê?
  4. O que você sugere fazer para comparar os riscos de morte nas populações AA e BB?
  5. Após proceder aos cálculos necessários, comente os resultados obtidos.

Respostas:

1. A TBM de AA é igual a 30 óbitos/3000 pessoas-anos, ou seja a TBM no ano é igual a 10 óbitos por mil pessoas-anos ou, simplesmente, 10 por mil;
2. A TBM de BB é igual a 40 óbitos/4000 pessoas-anos, ou seja a TBM no ano é igual a 10 óbitos por mil pessoas-anos ou, simplesmente, 10 por mil;
3. Embora as TBM das duas populações sejam iguais, a mortalidade é um evento muito associado com a idade. Assim, é necessária uma medida mais específica por idade, ou, que leve em consideração as diferentes distribuições por idade para expressar o risco de morrer em cada população.
4. Sugiro efetuar o cálculo das Taxas específicas de mortalidade por idade em cada população e, em seguida, efetuar o cálculo da Taxa Bruta de Mortalidade Padronizada, escolhendo uma das populações como padrão, conforme tabela na sequência:




5. Os cálculos necessários foram: cálculo das 4 TEM para as populações AA e BB (10/1000; 20/2000; 20/1000; 20/3000); em seguida, utilizando a População AA como população padrão, estimativa do número de óbitos para a população BB se BB tivesse o mesmo número de pessoas-anos por idade que AA (0,02*1000=20; 0,007*2000=13,3); encontrar o total de óbitos em BB estimado = 20+13,3 = 33,3; obter a TBM padronizada de BB pela população padrão AA = 33,3/3000 = 11,1 óbitos por mil pessoas-anos.

A mortalidade da população BB é maior do que a mortalidade da população AA se padronizada pela população de AA.